A Pequena Sereia e o Pavilhão do Conhecimento


Visita de Estudo a Lisboa - 1.º Ciclo.

As visitas de estudo são consideradas uma das estratégias de aprendizagem mais estimulantes. A saída do espaço escolar assume um carácter motivador para os alunos, que se empenham e se envolvem na sua realização. É óbvia a vontade (e colaboração) que, genericamente, as nossas crianças demonstram “para que tudo corra bem“. O caráter lúdico das visitas de estudo propicia uma melhor relação aluno-professor e devem, também por isso, ser entendidas como mais do que um simples passeio. Melhoram e estreitam as relações interpessoais e a cumplicidade entre os pares. São, sem dúvida, uma oportunidade de aprendizagem e de descoberta do mundo que facilita a socialização e favorece a aquisição de conhecimentos. Por vezes as crianças repetem visitas que já realizaram com as famílias, mas torna-se claro que a disponibilidade, o envolvimento e as aprendizagens são mais marcantes emocionalmente e na memória quando realizadas com os colegas, “os melhores amigos do mundo”.

Diário de Bordo:

O dia começou cedo! A  ansiedade da véspera finalmente termina com a entrada no autocarro. Realizada a “chamada” dos alunos, cintos apertados e lá seguimos para Lisboa. Saímos às 6h55m, 5 minutos depois da hora prevista. Assistimos à habitual excitação inicial. Todos falam ao mesmo tempo e quase sempre (muito) alto.

Já na Via do Infante olhámos para o motorista para perceber se a agitação e o excesso de decibéis estariam a condicionar a condução. Sem conseguirmos chegar a conclusões perguntámos-lhe. Surpreendido, rematou: “nem pensar, são uns anjinhos. Deviam ter visto uns da mesma idade que transportei a semana passada. Deixem-nos estar que nem os oiço“. Imediatamente ficámos mais tranquilos. Por vezes é útil receber outras perspetivas…!!

Primeira paragem, como habitualmente, na estação de serviço de Aljustrel. Tomámos o lanche da manhã e fomos à casa de banho. Aqui começaram as inúmeras contagens – dos diferentes grupos – que iríamos realizar até ao fim do dia. Já o sabíamos, mas mais uma vez percebemos que uma ida à casa de banho com 96 crianças demora tempo, muito tempo e organização. Já a olhar para o relógio, e depois da tranquilidade que mais uma contagem nos confere, retomámos a marcha. Os poucos que querem ver o filme no autocarro queixam-se do barulho que os outros fazem: “não consigo ouvir nada!”, reclamam. Recebemos o 1.º telefonema da Policia de Segurança Pública em que nos confirma a presença nos Restauradores – para supervisão da saída dos autocarros – e nos aconselha a utilizar a ponte 25 de Abril. Assim fizemos!

A chegada aos Restauradores acontece já muito próximo do início do espetáculo. Tudo demora tempo. Contagens realizadas e lá seguimos para o Politeama. Somos a última Escola a chegar, mas ainda dentro do horário estabelecido. Informam-nos que temos de separar o grupo. Com relutância aceitamos a inevitabilidade. O teatro está cheio. Organizámo-nos rapidamente, realizámos nova contagem, e dividimos os nossos alunos pela plateia (1º e 4º ano) e 1º balcão (2º e 3º ano). A divisão do grupo e dos adultos é sempre um fator de fragilidade que não gostamos. Manifestámos essa insatisfação junto da responsável pelo Teatro, afinal: “se sabiam antecipadamente quantos somos deviam ter reservado um espaço único para a nossa Escola“. Encolhe os ombros. O espetáculo está a começar!

A Pequena Sereia é um espetáculo deslumbrante. Filipe La Féria transformou um conto simples e já muito conhecido do público num espetáculo que concilia representação, música, canto, bailado e acrobacia. Num ambiente futurista, apoia-se num sistema de vídeo que enriquece o cenário e na utilização de “hoverboards”, pranchas elétricas, semelhantes a skates mas com duas rodas.

Com melodias que reconhecemos, mas letras originais que ficam no ouvido, é impossível não sentir vontade de dançar e de cantar.

Destaca-se a prestação dos “Tubarões Martelo” numa “performance de hip-hop” com muito estilo e com o auxílio dos “hoverboards” para “nadarem” melhor. Os figurinos são fantásticos, assim como o cenário e os adereços que propiciam o ambiente perfeito para que quem assiste “mergulhe” na história sem necessidade de respiração assistida. A interação com o público é frequente, estando muitas vezes os nossos alunos da plateia “no meio” das representações.

No final do espetáculo reunimos imediatamente o grupo. Contagem realizada, organizámos nova ida à casa de banho. Após a satisfação das necessidades fisiológicas de crianças e adultos, articulámo-nos telefonicamente com os motoristas e com a PSP para embarcarmos nos autocarros, novamente nos Restauradores.

Chegámos ao Parque das Nações pouco depois das 13h. Muitas crianças já reclamavam ter fome. Com o propósito de almoçarmos dirigimo-nos para o jardim habitual. Tudo decorre normalmente e, após a refeição, pudemos disponibilizar às nossas crianças quase 1h de correria, num parque cujo grande atrativo são as pequenas elevações relvadas que permitem muitas brincadeiras.

As palmas foram batidas às 14h20m. Estava na hora de nos dirigirmos para o Pavilhão do Conhecimento. As exposições visitadas – “Risco, uma exposição para audazes”, “Bom apetite, a ciência está na mesa” e “Explora”- foram objeto de grande interesse por parte dos nossos alunos. De assinalar o caráter interativo e didático destas exposições que potenciam enormemente o envolvimento das crianças. A presença de monitores sempre disponíveis também ajudou a perceber melhor certas abordagens propostas. O difícil foi convence-los a regressar. Invariavelmente ouvimos um sonoro: “já acabou ?!?” quando, no final, reunimos e contámos o grupo. Estivemos 1h45m no Pavilhão do Conhecimento.

Às 17h estávamos já no autocarro para dar início ao regresso. Antecipámos a paragem dos veículos na área de serviço de Grândola para permitir realizar o lanche mais cedo. Ida à casa de banho concluída, muitas contagens feitas, e lá seguimos para Faro onde nos esperava uma grande comitiva de familiares dos nossos alunos.

Foi um dia cansativo, mas que sentimos que tudo correu bem e que os objetivos propostos para o dia foram claramente satisfeitos.

Algumas fotos que procuram retratar o dia:

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